A VIAGEM A CARACAS

Logo de cara...

Logo de cara...

Sãos e salvos!

Sãos e salvos!

Terça-feira! Após um vôo curto proveniente de Cartagena, sobrevoávamos o litoral da Venezuela. Rente ao mar já se via o aeroporto e eu ansiava por pousar. Pousamos. Uêba, estamos num novo país. Chegando ao hall, quem nos aguardava? Sim, ele, sorridente e de braços abertos prá quem quisesse ver (e era impossível ignorar), ao lado da frase “Venezuela ha cambiado y ha cambiado para siempre”, ou coisa parecida. Hugo Chávez foi o primeiro venezuelano a nos recepcionar nesta terra. Fiquei comovido!

Llegando a Caracas

Llegando a Caracas

Hola, hermanos!

Hola, hermanos!

Quando no guichê da imigração o policial me perguntou em qual hotel iria ficar, respondi-lhe a verdade: “Todavia no lo sé. Lo voy a elegir quando llegar a la ciudad”. Ele pareceu não gostar muito da resposta, achei que o caldo iria entornar, mas foi condescendente. Disse: “Quando usted venga de nuevo en Venezuela, hay que tener lista la reserva en un hotel”. Ao que aliviado, respondi. “Por supuesto, señor! Muchas gracias” e, após carimbar a entrada no passaporte, saí dali para o saguão aberto do aeroporto de Maiquetía.

Bolivares fuertes (mesmo!)

Bolivares fuertes (mesmo!)

Taxis oficiais...

Taxis oficiais...

E já começaram meus problemas em Caracas. Fui tentar tirar algum bolívar de algum dos cajeros do aeroporto e… nada! Havia sete, não consegui em nenhum. Pensei, putz, fudeu! Sem a reserva de algum hotel, não tenho como sair do aeroporto assim… sem um puto no bolso. Mas lembrei que ao deixar o Brasil havia enfiado numa das repartições da carteira os reais que me restavam: R$ 200,00. Foi o que salvou. Fui a uma casa de câmbio ali mesmo e troquei-os por míseros Bs 140,00. Já comecei a tomar prejuízo antes mesmo de pisar na rua… Com a ajuda de um dedicado funcionário do serviço de recepção ao turista, consegui reservar por telefone um quarto no Hotel Altamira, distante dali uns 15 quilômetros. Tudo bem então? Nem tanto… o táxi “oficial” para chegar lá custaria Bs 170,00. Como fazer? Tomei um táxi “não-oficial” (lá tem disso), dos que têm a má-fama de espoliar estrangeiros incautos, e paguei Bs 130,00 até o centro. Apesar do risco, deu certo e ainda sobrou algum, mas foi caro.

Hotel Altamira

Hotel Altamira

Já estava encanado de tanto ouvir, na Colômbia, dizerem que Caracas é perigosa. Era uma boca só! Então na viagem do aeroporto até a cidade, aproveitei para inquirir o motorista, que era um magrelo calado. Para me reconfortar, ele disse que por questão de segurança nunca aceitava viagens para o centro à noite. Que beleza, legal! Havia lido na internet, num fórum sobre viagens, que o melhor de Caracas é a hora de ir embora… fiquei me perguntando… será? Ao ser deixado defronte o hotel, por via das dúvidas olhei para todos os lados antes de descer do carro. E instalei-me enfim no glorioso Hotel Altamira, no bairro de Altamira, onde por la mañana no hay desayuno. Estava preocupado sobre como meu VISA iria se comportar na manhã seguinte, e como eu iria conseguir comer algo aquela noite sem grana e sem crédito. O jeito era sair e tentar alguma idéia. Entrei no primeiro restaurante que vi e tomei o cuidado de explicar ao maître que só poderia ordenar o pedido se, antes, o cartão passasse na maquineta, porque não teria como pagar de outra maneira. Para minha surpresa, passou. E esta foi a primeira vez na vida em que paguei por um jantar antes de havê-lo jantado. Mas tive de comer 1/4 de frango com cerveja…  não exatamente minha refeição ideal.

Pollo a la cerveza

Pollo a la cerveza

by Burle Marx

by Burle Marx

Outro sulamericano

Outro sulamericano

Todo parque é bom!

Todo parque é bom!

Na manhã seguinte consegui o que queria: me entendi com as máquinas venezuelanas que, diferentemente das brasileiras, pedem para que sejam introduzidos os dois primeiros ou os dois últimos números da cédula de identidade. Como a minha termina num dígito isolado do número principal por um hífen, estava errando ao incluí-lo. Bem, aprendi e resolvi o problema de uma vez por todas. Ufa! Senti saudades dos velhos Traveller-Cheques. Enfim, listos para explotar la ciudad. E saí andando em direção ao leste pela principal avenida de Chacao, a Avenida Francisco Miranda.

O que incomodava era ter de olhar para trás a toda hora… Exagero, mas tava difícil relaxar, depois de tantos avisos. Após um café da manhã no Mc Donald’s (onipresente), acabei chegando num parque que parecia atraente, entrei. Qual não foi minha surpresa ao ler numa placa que havia sido projetado por Burle Marx (1909-1994), erroneamente identificado como o projetista de Brasília. Na verdade, ele foi o paisagista. Aquilo era uma razão a mais para conhecê-lo e então cai prá dentro, onde vi macacos (presos em ilhas) e esquilos (soltos nas árvores). Eram cerca de 11:30 da manhã, tudo estava muito legal quando os guardas vieram informar que o local iria fechar. Era o dia 31 de dezembro e a cidade preparava-se para o grande evento da noite… meio contrariado, porque ali estava gostoso, saí!

Rumo a Petare

Rumo a Petare

Petare I

Petare I

Petare II

Petare II

De volta à avenida peguei a primeira buseta que passou, com destino a um bairro chamado Petare. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que que é aquilo?? Nunca vi tanta gente por metro quadrado. Talvez nem na Índia haja tanto alvoroço. Na rua, as pessoas disputavam o espaço com os ônibus, os carros e as motocicletas, uma fumaça desgraçada. Entre gritos, buzinas e aceleradores o barulho era insano. Eu desviava de um pára-choques aqui, um pára-lamas ali… Não dava prá andar sem se bater à esquerda e à direita, havia uma moto atrás de mim. Uma coisa de louco. Na dúvida, tirei a carteira do bolso de trás e passei-a para o bolso da frente, estava com a idéia fixa de que era uma cidade insegura. Na verdade, e verdade seja dita, nada aconteceu durante todo o tempo em que estive na Venezuela. Mas tratei de sair logo dali, caindo prá dentro da estação do metrô mais próxima. E foi assim que conheci o metrô de Caracas, um sistema moderno embora os trens não passem esta impressão. Voltei pras áreas mais centrais da cidade, descendo na estação Plaza Venezuela, e voltando a pé pelo boulevard formado sobre a Avenida Abraham Lincoln.

Ufa! Fui...

Ufa! Fui...

Venceram as brancas

Venceram as brancas

Ali era agitado também, porém de forma civilizada. Trata-se de uma rua de comércio, mas há também lazer, como mesas fixas com tabuleiros de xadrez onde disputam-se partidas animadíssimas. Fiquei pasmo em ver a velocidade com que jogam, alternando toques no relógio, estapeando-o a cada dois segundos. Sendo hora do almoço, aproveitei para conhecer mais uma marca de cerveja, cujo nome não me lembro. E voltei caminhando a Altamira passando por Sabana Grande e Chacalito. Chegando ao hotel, enquanto descansava, mergulhei novamente nas vidas de Florentino Ariza e Fermina Daza, que a esta altura já era uma viúva inconsolável. Ou quase… Lendo, recostado no travesseiro, logo peguei no son…

QG

QG

Sabana Grande

Sabana Grande

À noite, sai para despedir-me de 2008, um ano que me foi muito promissor e pelo que lhe sou grato. Fui à praça entre as Avenidas San Juan Bosco e Luiz Roche, em Chacao (10°29′47.44″N 66°50′56.10″O), que era perto e estava apinhada de gente. Ali uma banda tocava músicas venezuelanas muito legais, que levantavam a galera. Lembrou-me de dois dos meus ícones artísticos, os grupos de música andina Tarancón e Raíces de América. Duas coisas me chamaram a atenção: a primeira o fato de que as famílias traziam de casa provisões para fazer piqueniques em mesas plásticas improvisadas. Torta da vovó, salgadinhos, Coca litro, toalhinha… Uma cena inusitada para quem não esperava algo assim… E a segunda, a fixação que este povo tem em fogos de artifício. Abriu-se uma clareira na rua e ali formou-se uma verdadeira chuva de restos de rojões que espoucavam colorida e tresloucadamente nos céus sobre nossas cabeças. Olhar para cima era temerário. Alguns falhavam e vinham detonar aos nossos pés. Nunca vi tamanha artilharia tão perto das pessoas. Achei aquilo um despropósito, mas tudo era festa e creio que o estrangeiro aqui era o único ser destoante no pedaço. Assim, esperei pela passagem do ano bebemorando com uma latinha nas mãos e fui embora dormir. Era o ano da graça de 2009, o ano em que eu completarei meio século sobre o planeta. Cáspita!

Bueníssima onda!

Bueníssima onda!

Reveillon com pic-nic

Reveillon com pic-nic

Zona de guerra

Zona de guerra

Esse foi fudido!

Esse foi fudido!

Na Venezuela há Bolivar (1783-1830) em tudo. Do aeroporto internacional Simón Bolivar em Maiquetía, vizinha à capital, aos valorizados bolívares que se gasta no cotidiano, passando pelo nome oficial do país: República Bolivariana da Venezuela, que chama a atenção nas capas dos passaportes. O grande libertador nasceu em Caracas e o país não perde uma oportunidade de prestar-lhe uma homenagem. Mas o homem foi grande mesmo, tendo sido presidente da Gran Colômbia, nação formada pelas colonias liberadas, e presidente ainda do Peru e da Bolívia, além de ter contribuído decisivamente para a independência das atuais Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Panamá. Um herói de verdade! Ou alguém aí conhece mais alguém que já tenha sido presidente de três países?

Na rua ou no congresso... só ratos!

Na rua ou no congresso... só ratos!

Já Cháves, cujo palácio vi de longe, tem investido mucha plata na vizinhança. São petrodólares prá Argentina, prá Bolívia, prá Cuba… e Caracas suja prá caraca! Fiquei me perguntando porque ele não arruma a casa dele antes de investir na dos outros. Falando em grana, ô terrinha cara! Além de um Real comprar somente 0,7 Bolívar, um prato de comida que em São Paulo custaria, digamos, R$ 20,00 em Caracas sai por uns Bs 25,00. Ou seja, um “realista” brasileiro perde duplamente. Ainda assim, teria tido prazer em gastar até mais para o desayuno no dia 1° mas, como eu temia, tudo estava fechado. Resolvi a situação num carrinho de perro-caliente! E esta foi a primeira refeição do ano. À tarde, o comércio começou aos poucos a abrir. Então o almoço pode ser um Mc Donald’s mas, surpresa, não havia carne. Como assim?? Um Mac Donald’s sem Big Mac ??? Si, señor. Hoy tenemos solamente productos de pollo. Porra, só mesmo na chavisticamente americanófoba Venezuela…

Santo Obama, rogai por nós!

Santo Obama, rogai por nós!

Los Cocos

Los Cocos

Los locos

Los locos

E sendo feriado decidi ir conhecer a praia (não que eu precisasse de um feriado para isso, estando em férias). Após informar-me, tomei o metrô e desci na estação Gatonegro, de onde saem as busetas para as localidades litorâneas. O trajeto não é longo… talvez uns 30 minutos até o mar. E chegando lá fui me deixando levar até onde me desse na telha de descer do ônibus. E isso aconteceu na praia de Los Cocos. Andei até onde o povo estava e estava tudo lotado. Sobre a areia, ao invés de guarda-sóis, havia longas cabanas de sapé onde as famílias se amontoavam, digo, abrigavam do sol do verão. Voltando pela avenida que margeia o mar, fui visitando várias praias e constatando que todas estavam entupidas de gente. Eram praias sem vegetação e para mim não muito atraentes. Foi então que tomei uma decisão: como ainda me restava uma semana de férias, decidi passa-la numa praia “de verdade”, no meu país. E para isso deveria antecipar minha reserva de volta.

El Capitolio

El Capitolio

Foi o que fiz na sexta-feira, dia 2, no escritório da Varig, remarcando minha passagem já para o dia seguinte à noite. Saindo dali, resolvi perambular pelo centro de Caracas, descendo do metrô na estação Capitolio. Andei a esmo

Centro Caracas

Centro Caracas

Se não está abandonado, parece!

Se não está abandonado, parece!

quase o dia inteiro, conhecendo uma parte muito bonita da arquitetura da capital, bem como alguns edifícios enormes que mais pareciam abandonados. O pior é que não eram… Foi nestas andanças que vi, ao longe sobre um morro, a sede do governo. Não estava a fins de ir até lá, então aproveitei para descansar as pernas pegando um cineminha. Assisti a Macuro – La Fuerza de un Pueblo, uma grata surpresa vinda do moderno cinema venezuelano. E já com a noite caindo topei com um grande shopping center em meu caminho de volta ao hotel. Aproveitei para jantar ali, em meio a uma multidão de gente, sobretudo jovens, que pareciam ter eleito aquele lugar como seu point.

Pico da galera

Pico da galera

Hacia el zoo

Hacia el zoo

No sábado, meu último dia em Caracas, tomei o metrô em El Silencio para ir passear no Jardim Zoológico. Estava lotado mas era fraquinho, com pouca diversidade de animais, alguns repetidos (só de caimans havia uns 4 tipos). E os indefectíveis piqueniques… famílias com comida por todos os lados… de longe, o animal mais numeroso era o humano. Passei ali a manhã e voltei pra cidade onde as nuvens pesadas, que estiveram sobre os cerros ao norte durante toda a minha estada, permaneciam inalteradas ameaçando chuva, que nunca vinha.

Só fico aqui até às 21:45

Só fico aqui até às 21:45

Ao final da tarde tomei um táxi para o aeroporto, onde fiquei matando hora por bastante tempo. Fui conhecer a ala nacional, que fica longe da internacional e me pareceu grande demais pruma nação tão pequena. À noite embarquei de volta à terra que me viu nascer e deixei para trás o que pude ver da Venezuela. Parti com a impressão de ter sido injusto para com o país, tendo conhecido somente a capital. Só por saber que é na Venezuela que se encontra a maior cachoeira do mundo estou seguro de que há muitas maravilhas interior adentro. Com relação à minha realidade, contudo, acabei por concordar com o bloguista anônimo que escrevera “o melhor de Caracas é a hora de ir embora”… Sorry, hermanos, soy sincero!

Time can bend your knees!

Time can bend your knees!

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13 Comentários

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13 Respostas para “A VIAGEM A CARACAS

  1. Bruno

    E ai Elcio.

    Agora só falta algumas fotos de travessias em, coloca ai que vc além de blogueiro é um atleta de maratonas aquáticas.

    Abraços

    Bruno Fernandes

  2. capitaomor

    Fala, Bruno
    Pô, mas não tenha dúvida! Depois que eu descrever a viagem que fiz a Tokio, que já estou preparando, vou dar uma atenção especial às travessias. Precisamos documentá-las melhor, fotograficamente.
    Valeu, brother
    Brigadão e um abraço
    Elcio

  3. Deborah Vasallo

    Élcio, amei seu blog! Viajei com você na suas histórias……você sabe o quanto adoro viajar…..
    Sobre cinema, também tenho sensações que me fazem refletir sobre os caminhos que a vida me leva……a arte imita a vida? ou a vida imita a arte?
    Modismo ou não, continue escrevendo seu blog. De alguma maneira, o que está escrito sempre “mexe” com o leitor.
    Meu sexto sentido nunca me engana……
    bjs
    Deborah

  4. capitaomor

    Legal, Deborah
    Pois é… o livro eu substitui pelo blog. A árvore não plantei mas tô cuidando de um bonsai de 12 anos. E filho… talvez um dia eu adote um lindo cachorrinho. ahahahah
    Bjo e obrigado

  5. eu gosto de quem escreve e de quem sai do cinema completamente bolado ou que não viaja simplesmente mas viaja inteiramente e registra tudo como se devorar fosse cada estalagem sem pretensão mas cheio de humor e atento a tudo a bobagens e miragens, bem vindo ao blog Elcio me visita, grande escolha ! bjs marta

    http://brancatezdamanha.blogspot.com/

  6. adoro quem escreve e quem sai do cinema tocado e quem viaja atordoado de tanto gostar de viajar, eu disse isso antes não sei se postei bem vindo ao mundo dos blogs isso é muito bom faz muito bem me visita lá na brancatezdamanhã, bjão Marta

  7. Marina

    Oi, Elcio! Adorei ouvir sua voz na net!!
    Vou passar o link para o Luiz, tenho certeza de que ele vai adorar, vai ficar todo orgulhoso do amigo….
    Ah! E concordo com esse seu amigo Bruno…. Quero ver notícias de suas travessias por aí.
    Beijos, divirta-se! (e, por que não?!, ajude seus queridos leitores a se divertirem também!)

  8. Hemerson Rangel

    Eaeae blz manu…dei uma olhada por cima, ta legal mas kd as trips do litoral?? Abracos e bons ventos…

  9. capitaomor

    Valeu, Marta
    Brigadão!! Somos todos do balacobaco 🙂
    Mas não achei o brancatezdamanhã. Cadêle??
    Bj
    Elcio

  10. capitaomor

    Valeu, Marina
    Brigadão. Ontem teve uma de 1500m na Guarapiranga… agora sei como um merda se sente ahaha
    Beijão
    Elcio

  11. capitaomor

    Uma coisa por vez, meu filho, uma coisa por vez… (que dá um trabalho do cão…)
    Abração e vê se aparece
    Thenorio

  12. mabel

    Elcio, tive um tempinho e vim aqui, sentei e realmente, vieram as histórias.Parabéns pelo “inicio”, gosto muito da sua frase também, “quem quer fazer encontra um meio, quem não quer, uma desculpa”…e você encontrou, com certeza, o meio, sensibilidade, tem de sobra..então, vamos lá!Voltarei . Por enquanto, deijo um beso.

  13. capitaomor

    Valeu, Mabel
    Brigadão. Apareça quando quiser.
    Beijo

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