Arquivo do mês: julho 2009

SUR LA TOUR (alegoria atemporal)

recém-construída

... então zerada...

Microbureau

Microbureau

No topo da Torre Eiffel, num minúsculo bureau envidraçado, sentados em torno à mesa conversavam Eiffel e Edison, um caro convidado. Entre goles de absinto, alinhados em seus ternos circunspectos, comentavam os feitos de Santos Dumont… “um prodígio”, como insistia o americano.

Dumont du haut

Dumont du haut

Tsc tsc tsc...

Tsc tsc tsc...

Elegante, lá fora, também estava Dumont. No pulso ostentava o relógio de sua invenção, produzido por Cartier, enquanto subia a escada para o seu dirigível n° 9.  A nave, qual fiel animal, pacientemente flutuava, amarrada a um poste da Rue des Tuileries.  Em visita a Paris, solitário num café a cem passos dali, refletia Freud sobre as cartas que recebera de Jung, seu discípulo.  Balançava a cabeça em desaprovação.

Entra música: Bach – Jesus Alegria dos Homens

João Sebastião Bar

João Sebastião

Era um tempo em que os fatos da Europa refletiam-se na obra para cravo de Bach.  Graham Bell havia dado voz ao cidadão, com o telefone, ao passo que Marconi amplificava essa voz ao mundo com as ondas mágicas do rádio, recém-descobertas por Hertz.

darwolução

darwolução

Foi por essa época que Darwin afrontou os homens, expondo-lhes seu passado simiesco. E Marx rascunhava um sonho que moveria milhões… outros haveria que moveriam bilhões, como os de Ghandi e Luther King, mas isso ainda estava por vir.

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Entra áudio de época: Primórdios do Jazz

Dos dois homens que lá nos céus baforavam seus charutos o mundo jamais se esqueceria.

... e sem soldas

... e sem soldas

Edison havia dado à luz o sol elétrico, em meio a tantas outras contribuições (ouça-se o fonógrafo), e Eiffel concebera e construíra aquela torre… do alto altíssimo da qual confabulavam.  Realizador como Ford, que numa esteira rolante criou a linha de montagem, proveu o mundo de rodas e de quem se diz haver dito:  “Meus veículos, podem comprá-los na cor que desejarem, desde que seja preto”.  Consta que o tempo nunca o demoveu da idéia.

cabeça, tronco & rodas

cabeça, tronco & rodas

V3

V3

Se Ford deu rodas à Terra Von Braun pavimentou-lhe o universo. Mas a imensidão que se descortinou aos olhos de Hubble já estivera na mente de Einsten.  Aliás, como previra Nostradamus.  E o engenho humano cresceu apoiado nos ombros de gigantes, nas palavras de Newton, ele também uma chave do futuro, como fora Leonardo, com suas musas preciosas e suas máquinas de guerra.  Na mesma Florença em que Michelangelo, esculpindo la Pietà, feria o mármore.

Pedra ?

Pedra ?

Volta música clássica: Mozart – Sinfonia No. 31 em Ré Maior, K297

Américàvista!

Américàvista!

Tudo isso se dava após Vespúcio (confiante nos segundos do cronômetro, grande invenção de Harrison) singrar mares e oceanos.  De seu nome nasceria a América.  Nas cortes européias, o tempo – andante mezzo forte – já era então de Mozart.

será que vem bomba?

será que vem bomba?

Tudo são números, dizia Pitágoras, pouco antes que  Aristóteles lançasse os fundamentos do milênio sombrio da Idade Média, que nos conduziu ao renascimento de Rafael, ao impressionismo de Van Gogh e ao modernismo de Andy Wharol, na Nova York de Woody Allen (e Bin Laden).

Sim, tudo!

Sim, tudo!

Se as últimas palavras de Buda foram “tudo é impermanente”, então talvez Confúcio estivesse certo quando disse:

Já era! (1)

Já era! (1)

“Há homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde”.  Que o diga o Dr. Barnard, que teve de viabilizar a troca dos corações estressados.  Quão estressado terá sido o coração de Napoleão, conquistando num dia o mundo para no outro ser largado à morte numa ilhota do Atlântico?  Sim, ilustríssimo Planck, o tempo, imenso, pode também ser deveras ínfimo.

Já era! (2)

Já era! (2)

Troca música: Louis Armstrong – What a Wonderful World

E o que dizer de Armstrong?

–    Louis Armstrong?, o grande Satchmo ?

...3 ...4

...3 ...4

–    Não.
–    Lance Armstrong, que derrotou o câncer pedalando?

prá esquentar

prá esquentar

–    Nem. Neil Armstrong, que pôs nossos pés na lua, nosso primeiro passo no espaço. Afinal, não é este post comemorativo dos 40 anos deste feito?…

quicotô fazendo aqui?

quicotô fazendo aqui?

Troca música: Pink Floyd – The Dark Side of The Moon

Pink & Floyd

Pink & Floyd

Sim, a lua decantada por Waters e Gilmour, num mundo inda não devassado pelo Google.  E pensar que foram necessários mil anos, depois de Eratóstenes calcular o volume da Terra, para se descobrir que sua densidade média é de 5,2 g cm3. (a da Terra, não a de Eratóstenes, bem entendido)  Francamente!…

Mas afinal tudo é óbvio, como bem nos provou Colombo com seu ovo, antes de dar nome à Colômbia.  Melhor inda será o que jaz no porvir.

'xá comigo!

'xá comigo!

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