MILLE COSE

Noite alta...

Noite alta...

Virgem, ascendendo no horizonte leste, indicava 2 da manhã. De certa maneira, as estrelas da constelação se moviam mas, definitivamente, nenhuma vinha em direção à costa! Nenhuma exceto aquela…

Quando a pequena luz chegou perto, um observador teria visto: não era
estrela… mas uma nave alienígena, brilhante, invadindo por sobre o oceano o espaço aéreo da Terra. Pena que àquela hora da madrugada não houvesse nenhum terráqueo à espreita!

É disco, e é voador!

É disco, e é voador!

No interior do veículo, um drama se desenrolava:

(traduziremos os diálogos para maior compreensão)

Outros filhos de Deus

Outros filhos de Deus

– Desgraça! Isso está saindo de controle!
– Anklyk, temos problemas com a fonte de energia da nave.
– Já  percebí. Sabe o que está  acontecendo?
– A carga está quase esgotada. Estamos perdendo altura.
– Droga!… mas veja… uma luz piscando lá  embaixo, vou tentar pousar alí.

Luz sem fim sem tunel

Luz sem fim sem tunel

O mar espatifava-se em ondas sobre a areia e, sem lua, o céu quase não
contrastava a silhueta dos coqueiros. Mais visíveis eram os voos rasantes das primeiras gaivotas famintas, seus gritos mixando-se ao rumor da água na praia.
Se o farol iluminava o que estava ao longe, aqui ao pé de sua base a claridade era muito pouca…

Iluminando o infinito

Iluminando o infinito

E a nave pousou! Desembarcaram.

– Anklyk, veja, é uma espécie de lanterna gigante!
– Sim… e se tem luz tem energia – e isso é tudo o que necessitamos. Vou subir para procurá-la.
– Tem outra coisa parada alí embaixo. Enquanto você sobe, vou ver o que é.
– Achei a escada… mas a porta está  emprerr… Ufff! conseguí!  Sim, fique aqui, já  estou subindo.
– OK! Ligue o rádio para conversarmos. Mas… é uma nave!! Eles também tem uma uma nave aqui. Com uma cor que eu nunca ví!

Isso é novidade...

Isso é novidade...

– (Pelo rádio:) O quê? Uma nave? Tem certeza? Procure pela fonte de energia.
– Muito bem… energia… energia… Mas, Anklyk, é uma nave muito boa.
– Melhor que a nossa?
– Menor, mas por dentro parece muito confortável.
– Tente acioná-la. Procure pelo start.
– Bem… ligar não estou conseguindo… vejamos esse comando… puxa, ela tem luzes fortes!

Fachos interestelares

Fachos interestelares

– Se tem luzes, tem energia… procure pela fonte. Já estou quase chegando ao topo.
– Anklyk, você tem que ver o engenho propulsor desta máquina. Estava escondido debaixo desta tampa. Não estou entendendo nada, mas parece feito com uma tecnologia tão avançada quanto a nossa!
– Sim, tecnolog… uau, como é lindo este planeta daqui de cima! Veja só este oceano imenso sumindo na escuridão.

Ops, foto errada...

Ops, foto errada...

– Ah, ah. Descobri, Anklyk, eu descobri. Aqui está a fonte de energia da nave. Quando eu junto estes dois pólos (bzzzzzzzzzzz), veja (bzzzzzzzzzzzzzttttt) saem faíscas…  é energia elétrica!!

funciona !!

funciona !!

– Estou descendo, estou descendo. Nada aqui em cima! Não entendi de onde vem a energia que faz piscar a lanterna gigante. Elétrica, você disse? Serve, serve…

– Pronto. Já  retirei a fonte! Agora é só instalá-la na nossa nave.
– (Chegando) OK! Deixe-me ver esta peça… B-A-T-E-R-I-A hum… que língua enrolada.

deve ser isso...

deve ser isso...

– Ora Anklyk, não temos tempo para bobagens. Me ajude aqui a instalá -la.
– Está  certo que é uma emergência, mas o que estamos fazendo não é correto. Vamos ao menos deixar no lugar nossa fonte usada de energia. Ela ainda tem alguma carga…
– OK, faça isso enquanto eu testo a partida. Vamos ver… (Zuuuuuuuuuuummm) Funciona, Anklyk, funciona! Ah, ah, ah!
– Ótimo. Já  instalei nossa fonte usada no lugar. Só mais este parafuso… pronto!
– Então vamos embora.
– Ufa, que sorte!

(Zuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!)

Seis da manhã. Com a barba por fazer, o velho faroleiro assustou-se: viu flutuando em meio à neblina uma esfera de luz lilás. Esfregou os olhos e, incrédulo, reconheceu… seu Mille vermelho, a 3 metros de altura, derivava ao sabor do vento.

energético !

energético !

– – – * * * – – –

Conto escrito para participar de um concurso promovido pela Fiat mas que, por alguma razão que não me lembro mais, nunca foi enviado…

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4 Comentários

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4 Respostas para “MILLE COSE

  1. Érica Carvalho

    …”Muitos risos”, esse é bem particular.

    Estou achando que vc psicógrafo uma das suas experiências em viagens astrais, já imaginava que você não era desse mundo. rs

    Vida de alienígena não é fácil, mas nada que um “jeitinho” brasileiro para solucionar o problema. Mas cá entro nois: trocar um disco vuador por um FIAT? é um Puta mal gosto.

    Thenório, conta mais…tô achando que esse conto tem continuidade. Conta!Conta!

    Mil Beijos!

  2. vitorio borella

    Bem eu tenho uma Fiorinho com exatos 20 anos de idade. Eu estou pensando em pintar umas flores e um arco iris nela prá dar uma customizada, porque ela esta bastante detonada.
    A batéria até que tá legal mas o radiador fura toda hora, agora mesmo ele esta lá chiando a espera de mais um pouco de durepox. O problema é que por aqui onde moro tem pouca incidência de OVNIs, não levo sorte nesse campo.
    Mas me encantei com a história, e com a lição subliminar contida nela, a saber: O que as vezes não serve mais para porra nenhuma para alguém pode ser um puta upigreide para outros.
    Bom ler seus textos novamente.
    Abração.

  3. Andréa

    Divertido!
    Alegria Alegria te ver postando

    bjs
    Andréa

  4. Me senti meio pequena perto de um colega meu, e percebi tamb m que as pessoas mudam muito, mas sempre levam contigo a essencia de antes.

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