Arquivo do mês: novembro 2013

Confesso hoje me sinto só
Mas nem por isso mereço dó
O só em mim merece apreço
Comigo vai da morte ao começo

O só em si não suscita pena
É só uma sombra na vida terrena
Que segue dentro da vinda à partida
E torna pra mim a solidão querida

O só é sim a sina que eu quis
O sinto sempre, triste ou feliz
Sei que o sabor do sozinho existe
E de amargo e doce ele consiste

Não sei o sentido final do só ser
Talvez o desvende ao vir a morrer
Talvez algum dia ao me ver partir
A sombra me largue e me deixe ir

loneliness (1)2

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ENTE RECORRENTE

Gente, que coisa excelente… fiquei contente de repente!

Para um ente como eu, imprevidente recorrente, sem norte que me oriente e nadando contra a corrente, é fato sem precedente fazer-me assim sorridente.

Descrente do tempo presente, por tanta desgraça recente, eu acho assaz nutriente tal sopro de vento quente. Quem sabe não seja a semente de alguma melhora urgente que seja suficiente para abrir meu caminho à frente?

Sob a lente do sol poente sigo em paz, quase indolente, independente e irreverente, curando minh’alma doente de fala maledicente, de decepção latente, parasita residente ou qualquer mal preexistente.

Surpreendente a este vivente, já um tanto experiente, é esta alegria crescente que impudente sinto agora. Torrente intermitente que tal qual um entorpecente me torna mais consciente, jogando a tristeza fora.

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